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 Resumo de Livro de Uma Sogra de Aluísio Azevedo

 

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Livro de Uma Sogra - Aluísio Azevedo
  
O Livro de uma sogra desperta, a partir do título, curiosidade sobre o seu conteúdo; famosas são as anedotas que se contam das sogras. 

Verdade ou ficção, a leitura do livro é capaz de provocar as mais conflitantes emoções naqueles que vivem a idealizar os sentimentos e as paixões. 

O autor, Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo, nasceu a 14 de abril de 1857, em São Luís do Maranhão, e pode ser considerado o maior representante da ficção naturalista no Brasil. 

A partir da obra de Azevedo fixa-se nas letras brasileiras a preocupação com a realidade objetiva. 

A vida no fazer literário naturalista é representada através da ótica sistemática da ciência. 

A representação dos acontecimentos cotidianos e dos temperamentos preserva o tom determinista na análise, e as palavras de ordem são dissecar, documentar e observar.

A supremacia da natureza sobre a cultura fica demonstrada pela alusão às características físicas, biológicas e instintivas do homem separando as coisas da carne - incluídos os líquidos, odores e todos os fluidos corporais - das normas instituídas pela cultura burguesa. 

O genro de Olímpia (a "sogra") é observado como uma "espécime" de homem que satisfaz em representação fisiológica a forma material perfeita do corpo humano:

- "A conformação geral do corpo esteticamente falando, é simplesmente maravilhosa! Quando o vi nu, pensei ter defronte dos olhos uma estátua grega. 
Marte e Apolo fundidos, formando um homem. 

Que belo conjunto de força e delicadeza anatômica! Nem sei como, com a degeneração da raça latina e com a crescente depravação dos costumes, ainda possa haver- no Brasil! um moço em semelhantes condições físicas! Verdade é que ele é de raça catalã!"

Além disso, a procriação humana é a verdadeira missão que a natureza exige de homens e mulheres: "procriar, e procriar bem". 

Estas e outras passagens fazem ver a maneira incomum que o naturalista Azevedo, através de Olímpia, utiliza para interpretar o laço matrimonial. 

Também a crítica social está permeada por um pensar irônico que questiona as regras sem criticá-las, induzindo o leitor, pelas situações do texto, a desnudar a hipocrisia das convenções sociais: "O marido é sempre para a mulher uma garantia do presente e uma garantia do futuro; o amante é nada mais do que um incidente arriscado. 

O marido é uma conquista social; o amante é um sacrifício feito ao amor." 
No Livro de uma sogra, Olímpia utiliza inúmeros argumentos para justificar suas ações que buscam afastar da convivência genro e filha: - "Que diabos de felicidade é então essa, que os casados aconselham a todos os seus amigos que a evitem? 

Será isso egoísmo na ventura, ou falso vexame de confessar a própria desgraça?"

 

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