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A Origem do Homem Americano

 

 

A Origem do Homem Americano

Como surgiu o homem americano? Como foi povoada a América? Qual a origem dos nossos indígenas? Qual a origem do homem americano? Grande mistério ainda não resolvido; nem pela historiografia, nem pela arqueologia e nem mesmo pela ciência moderna. 
Porém, muitas hipóteses foram levantadas, hipóteses não científicas e hipóteses científicas. As hipóteses não científicas, foram as mais extravagantes possíveis, defende-se, que o povoamento da América teria se dado: “Pelos descendentes de Noé, pelos cananeus – expulsos por Josué, pelos fenícios, pelos hebreus, pelos Sírios das frotas de Salomão enviadas a Ofir, pelas dez tribos de Israel, pelas migrações antediluvianas, pelos cários da Ásia Menor após a Guerra de Tróia, pelos tártaros de Kublai-Khan, e a mais extravagante – pelos habitantes da Atlântida, etc...” (Paula Couto, Carlos de. – Paleontologia Brasileira – Mamíferos). 
Porém nenhuma destas teorias pode ser comprovada. Apesar de alguns indícios serem semelhantes (como nos impérios Astecas, Maias e até mesmo o Inca) com os povos da antigüidade. 
Como por exemplo, os fenícios e os egípcios. Nada pode se comprovado, sendo somente hipóteses levantadas. Existe outra questão, ocorre que nossos indígenas, segundo testemunhos arqueológicos, encontravam-se em estágio inicial, ou seja, da pedra lascada e enquanto estes povos das hipóteses levantadas estavam num estágio mais avançado, ou seja, na era dos metais. 
Outro fato deve-se que no continente americano os indígenas encontravam-se em estágio ou nível de Bando ou de Tribo, com exceção dos impérios Asteca, Inca e Maia que alcançaram o estágio ou nível de Chefia ou Estado Antigo, enquanto todos os povos citados nas hipóteses, estavam em nível de Chefia ou Estado Antigo e uma característica desses estágios é a prática da agricultura e quando de suas migrações levarem consigo sementes dos alimentos que plantavam ora, sabe-se que primordialmente os primitivos habitantes da América não eram agricultores e nem há indícios de plantações de trigo ou cevada, alimentação básica dos povos das hipóteses mencionadas, além do que, as armas dos primitivos habitantes do continente americano serem de pedra, ossos e madeira enquanto dos outros povos alcançavam a era dos metais. 
As correntes científicas são aquelas que podem ser comprovadas pela ciência ou então refutadas pela mesma. Ela divide-se em duas correntes: as de teorias monogenistas (aquela a qual teria-se uma só origem o homem americano) e as teorias poligenistas (que a origem do homem americano são de vários locais distintos). 
A teoria monogenista de Ameghino coloca que o homem originou-se de um só lugar da terra e de um só precursor (monogenismo monofilético), num determinado tempo e lugar a qual seria, na época Terceária e na Patagônia. Porém, sua teoria foi refutada por cientistas e geólogos, pois as provas apresentadas por Ameghino eram cronologicamente mais recente do que ele colocava, datava-se da era quaternária ou Pleistoceno. 
Segunda corrente monogenista, mais aceitável, é a corrente onde a origem do homem americano teria sido basicamente a Ásia. Teriam vindo, da Ásia, através do Estreito de Bering. O estreito de Bering é o único obstáculo que separa a Sibéria do Alasca. 
A distância que separa a Sibéria do Alasca são 65 km, e quando faz tempo bom uma costa é visível da outra, está passagem não seria intransponível para o homem primitivo. Quando, das glaciações, com os oceanos congelados, esses km que separam a Sibéria do Alasca ficavam congelados formando uma ponte intercontinental, a qual os ligava. 
Esta ponte, segundo os cientistas, serviu de passagem para animais do antigo continente para a América e vice-versa, e teriam vindo os primeiros habitantes para o continente americano atrás dos animais; outro fato que colocam como comprobatório desta teoria é a grande semelhança existente entre os esquimós e os siberianos bem como os povos asiáticos – traço mais singular é o formato dos olhos e a prega existentes nas pálpebras dos olhos (prega mongol). 
Além, do que, segundo alguns autores, colocava-se que existiriam trocas entre tribos existentes no Alasca, com tribos existentes na Sibéria e que teria se através destas trocas, que os esquimós teriam conhecido o ferro. Além do que existe semelhança entre a língua esquimó e as línguas finesas (Fineses – povo disperso em grande número de tribos, no norte Eurásia), bem como a semelhança das lendas e as crenças populares e o tipo de construção de casas existentes entre as tribos do nordeste siberiano e as do Alasca. Segundo essa teoria, o homem teria chegado através do Estreito de Bering e se difundido ao longo do continente americano, e com a sua migração, teve que adaptar-se fisicamente como materialmente – através de seus implementos, pois o homem para sobreviver deve adaptar-se ao meio em que vive. 
Teria sido esta origem do homem americano, segundo esta corrente. Já, a corrente poligenista coloca que o homem americano teria várias origens e chegado em diferentes épocas. Esta corrente é a mais aceita entre os cientistas e pesquisadores. 
Nessa corrente, coloca-se que a origem do homem americano seria asiática – através do Estreito de Bering (conforme descrição mencionada acima), da Polinésia, da Austrália (estas através da navegação de ilha em ilha e pelo continente Antártico). Além de colocarem que teria existido navegações dos continentes europeu e africano com o continente americano, através das ilhas do arquipélago das Canarias, Madeira, Cabo Verde e Açores (as quais, supostamente seriam os fragmentos que restaram quando dá separação dos continentes na era Terceária). 
Todas as teorias poligenistas colocam que os homens teriam chegado, na América em várias épocas e locais. Teriam a sua origem Asiática, Melanésia, da Polinésia, da Malásia, Mongol e Urático (habitantes dos montes Urais). 
Basicamente o homem americano. Colocam também, segundo os arqueólogos, a grande semelhança dos artefatos utilizados por essas culturas, com a cultura existente na América. Como por exemplo as armas, o formato das casas, o seu modo de pescar, o propulsor para atirar mais longe uma lança, as bolheaderas, suas redes, suas vestimentas, seu método de fabricar bebidas fermentadas e etc. 
Alguns, colocam que o homem teria surgido quando os continentes formavam um só bloco, porém esta separação dos continentes foi muito antes do surgimento dos primeiros homineas, ocorreu a separação dos continentes pelo magma profundo na era mesozoíca ou secundária, indo até a era Quaternária e o aparecimento dos primeiros homineas remontam ao Quaternário ou Neozóica. 
Sendo assim, é inconcebível esta teoria pois o homem surgiu após a separação dos continentes e as evidências arqueológicas comprovam até o ano de 1989, que a presença mais antiga na América, localiza-se em São Raimundo Nonato, no Piauí (Brasil), e sua datação remontam de 35 mil a 45 mil anos – segundo a arqueóloga Niede Guidon e confirmadas pelas datações de radiocarbono 14 (C14). 
Concluindo, a origem do homem americano ainda é um grande enigma não sabe-se de onde surgiu, não sabemos se o homem surgiu na América como sugere Ameghino, se ele surgiu primeiramente pela passagem do Estreito de Bering, se pelas migrações das navegações das ilhas Melanésia, Polinésia, Malásia, Austrália, etc, se teriam surgidos pelos descendentes de Nóe, pelos cananeus – expulsos por Josué, pelos fenícios, pelos hebreus, pelos tírios das frotas de Salomão enviadas a Ofir, pelas dez tribos de Israel, pelas migrações antidiluvianas, pelos cários da Ásia Menor após a Guerra de Tróia, pelos tártaros de Kublai-Khan, pelos habitantes de Atlântida ou até segundo alguns pelos seres de outros planetas (segundo alguns autores que os colocam como os ancestrais dos Incas, Maias e Astecas) etc... Sabe-se que a origem do homem americano é um mistério, ainda não resolvido, e que somente será resolvido pelas descobertas científicas, dadas pela arqueologia, pela paleontologia, pela física, pela biologia, pela geologia e desenvolvimento das ciências. Seja o que for, o que se tem até hoje, é que, os homens americanos são mais recentes que os homens europeus, asiáticos e africanos. 
A datação mais antiga de homem encontrado no continente americano é em São Raimundo Nonato, no Piauí (Brasil), com datação de 35 a 45 mil anos e ainda em estudo; a segunda em Falson, com datação de 35 a 37 mil anos, na América do Norte; terceiramente em Sândia, no Panamá; quarto em Punin, no Equador com datação de 12 a 16 mil anos; em quinto em Lagoa Santa, no Brasil com datação 10 a 11 mil anos. 
Há muito mais a ser descoberto. 
Colaboração de Cintia Gonçalves 22/06/03

 

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