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Revisão de História
 
Primeira Guerra Mundial

 

 

PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
INTRODUÇÃO

A crise belcânica de 1914 precipitou a guerra entre a Tríplice Entente e a Tríplice Aliança.
Todos acreditavam numa guerra rápida, que acabou se transformando, numa guerra de desgaste, uma guerra de trincheiras. Os adversários se equilibravam, concentrando todo o esforço nacional na produção de armas e equipamentos para suprir as forças em luta.
Pela primeira vez na Europa, toda a população foi mobilizada no sentido do esforço de guerra. Por isso o conflito foi denominado Grande Guerra. Dois acontecimentos influíram no rumo dos acontecimentos em 1917: a revolução que tirou a Rússia da guerra e a entrada dos Estados Unidos a favor dos Aliados.
Os recursos coloniais da Entente eram variados. Os Impérios Centrais davam sinais de fraqueza. A vitória dos Aliados veio em 1918.

CAPÍTULO 1 EM (1914 À 1918)
A guerra começou no continente Europeu.
As causas que levaram ao conflito:
Nacionalidade, - Poneslavismo, - disputa de mercados, - revanchismo, - a desconfiança recíproca, - o instinto de sobrevivência. Cada país temia que sua existência e seu futuro estivessem ameaçados pelos outros.
Nem os povos, nem o governo desejavam realmente a guerra. Mas da mesma forma, ninguém estava disposto a acreditar realmente na paz, tanto nas relações internacionais como nas sociais.
O confronto militar entre o bloco dos aliados e o bloco dos impérios centrais, além de confronto imperial pela hegemonia na Europa e pelo domínio dos maus, significa também um acirrado conflito econômico pelo controle dos mercadores, simultaneamente, uma oportunidade de luta por um complexo conjunto de reivindicações nacionais, coloniais, territoriais.
Os Estados, governos, os partidos políticos, as instituições e movimentos culturais, as igrejas, a imprensa, os filósofos e líderes intelectuais intervêm - cada um seu modo e conforme suas possibilidades - na tentativa de finalizar e dar um sentido à guerra.
A prova vitoriosa da força e da vontade do Estado seria, talvez suficiente para legalizar a guerra.
Agosto de 1914 ficou como um momento único e inesquecível, em que se realizou a passagem da paz a guerra e a entrada dos países europeus num quadro de destruição.

CAPÍTULO 2 EM 1915
Aqui as autoridades militares se questionaram como "programar" essa multidão de soldados jogados sem preparação no horror das trincheiras em meio as bombas e gases asfixiantes.
A infantaria, a metralhadora e a trincheira. Elas constituem os fatores dominantes dessa guerra, tanto no ponto de vista da técnica militar propriamente dita como do impacto nas sensibilidades e na vivência dessa experiência sanguinária.
A própria guerra torna-se uma atividade econômica completa, oferecendo incentivo e mercado seguro para grande número de mercadoria, num entrosamento cada vez mais estrito entre interesse público e privado, iniciativa individual. A natureza desta guerra exige um tipo de soldado condenado ao espírito gregário e à passividade, com as virtudes que isso implica: agüentar o cansaço, esperar e resistir.
Uma forma latente e não declarada de insubordinação pode fermentar por trás dessas tentativas de distanciamento e de salvação pessoal diante da morte, que consistem em se deixar possuir uma "loucura" que pode atravessar todos os estágios, desde a "doença" observável pela medicina até a simulação demonstra dor ou presumida.
Na guerra, os riscos psíquicos ligados à identidade dos homens com sua unidade são evidentes. Era porém, uma reação quase necessária, dada a quebra efetiva com o ambiente da pátria. Esta identidade permitia virna morte de cada camarada a perda de uma parte de simismo.

CAPÍTULO 3 EM 1916
Uma história diplomática, político e militar mais ou menos tradicional está sempre presente. Ela fixou a cronologia dos acontecimentos nos vários fronts e abocalou os fatos políticos do complexo tabuleiro internacional.
A mudança no modo de vida de caracteriza por uma regressão ao passado, que a muito, consideravam, até então, superado para sempre.
Pela primeira vez, mesmo as cidades distantes do front serão dramaticamente envolvidos no conflito.
A Imprensa e a correspondência ambas refletem a tentativa desesperada de continuar a comunicação entre pessoas vivendo em mundos tão diferentes e de tão difícil contato, mesmo quando as condições materiais, em especial a pressão da censura e da propaganda, não colocavam obstáculo ao fluxo de mensagens ansiosas que continuamente se cruzavam.
Os que perdem o senso da normalidade neste "novo mundo" marcado pela vizinhança obsessiva da morte imaginavam que retaguarda tudo ficou como antes: um universo estável e familiar. Na verdade, o mundo dos civis também foi profundamente transformado.
Nos países onde o módulo feminino de inspiração católica é menos forte e o processo de emancipação das mulheres mais avançadas, o objetivo de igualdade homem - mulher sugere às associações feministas demonstrar a maturidade e confiabilidade das mulheres na política. Elas demonstram então uma adesão à guerra.
Elas proclamam sua lealdade, sua adesão ao esforço nacional, e se declaram prontas a levar-lhe a sua contribuição.
A organização do front interno torna-se então determinante. É preciso conseguir desenvolver e manter uma máquina de produção que puxe toda a economia de um país e forneça instrumentos aos combatentes.
Milhões de mulheres entram pela primeira vez nas grandes fábricas para completar ou substituir a mão - de - obra masculina.
No nível internacional, é o fim da livre troca de mercadorias. No interior da Entente criam-se novos organismos para conduzir uma política comum de suprimentos vindos de outros países.

CAPÍTULO 4 EM 1917
GRANDE E DEMOCRÁTICO ANO DE 1917

1917, três anos depois do começo do conflito o estado de guerra faz sentir seus efeitos também sobre os civis. Pela primeira vez na história, estes não estão mais ao abrigo do fogo e sofrem bombardeiros aéreos. A rápida subida dos preços, a falta de matérias primas, o cansaço, a desmoralização, o luto, tudo isso isola o "front interno" e cria um clima favorável às iniciativas de paz. Estas vem de várias direções, em especial dos impérios centrais, agora conscientes de que precisam sair o mais rápido possível do conflito. Entre os soldados também reina o descontentamento, a exaustão e o desejo de acabar com tudo aquilo. As formas de auto mutilação e de insubordinação se multiplicam, assim como verdadeiros motins. É o caso, em especial, entre maio e junho, num exército disciplinado como o francês. Porém é apenas na Rússia que a situação acaba escapando das mãos das autoridades. Em 12 de março de 1917 estoura uma revolta popular em Petrogroda ; ela é apoiada pelas tropas que deviam reprimi-la.
Sobem ao poder os socialistas moderados de Kerenski, também chamados "Mencheviques", que querem continuar a guerra contra os impérios centrais. Mas os caos se amplia e ninguém mais é capaz de controlar as tropas russas, que abandonaram o front em desordem.

A ENTRADA DOS E.U.A À GUERRA.
Surge um fato novo que se revelará determinante para a solução do conflito, os E.U.A declaram guerra à Alemanha. A decisão Americana não se baseia só nas afinidades política-culturais com as forças da Entente e na rejeição ideológica do imperialismo germânica. Ela também é ditada por considerações econômicas e políticas. Se fato, uma derrota ocidental seria prejudicial a recuperação dos enormes empréstimos concedidos pelos americanos. Além disso, uma naturalidade prolongada impediria os E.U.A de reforçar seu papel político em escala mundial.

CAPÍTULO 5 EM 1918
1918, ANO INTERMEDIÁRIO ENTRE A GUERRA E A PAZ

A espera, a necessidade, o sonho da paz: eis o grande tema unificador do último ano de guerra.
Os que sonham com a paz são os povos famintos dos dois impérios antraz, onde as sólidas e orgulhosas estruturas militares resistem melhor do que as estruturas civis.
Pela primeira vez, num grande e longínquo país, a revolução vitoriosa parece ter levado ao poder os oprimidos e frustrados de todos os tempos. Para muitos proletários em uniforme militar, inclusive fora da Rússia, o sonho da revolução prevalece sobre o de simplesmente acabar a guerra e escapar à obrigação de matar ou ser morto.
Imenso cansaço se choca não só com os vínculos hierárquicos mas também com sentimentos como o amor à pátria, ou ainda com ligações ainda mais simples, o amor, a necessidade de não tornar vãos todos os esforços realizados.
Os países as Entente os E.U.A, que vêem aproximar-se a vitória militar, colocam-se em ação com força total para controlar e orientar as esperanças e sonhos dos povos.
Entre a primavera e o outono de 1918 se definem as chances de vitória para a Inglaterra, a França, a Itália e os E.U.A . Esses países enfrentam estados de espírito e orientações políticas menos perigosas e mais fáceis de dominar.
Nesta última etapa da guerra, a paz não é o único sonho dos europeus.
Revolução e contra - revolução fazem germinar novas raízes de incompreensão evidência, nas almas e nos costumes.
Em Novembro de 1918, a guerra e as batalhas terminaram. Começam então, sem interrupção, as lutas do pós - guerra.
Luta dos vencedores para impor aos vencidos condições de paz draconianas, brigas sobre a interpretação dos objetos da guerra, dentro dos países vencedores e das frentes patrióticas agora desenvolvidas; lutas de classes e de partido, exacerbados pelos anos de militarização da sociedade civil, movimentos revolucionários, instruturação dos equilíbrio sociais, dos papéis e das formas de comando; luta, ainda para atribuir este ou aquele sentido ao conflito que acaba de terminar e orientar a memória, ou pelo menos a memória pública, com o risco de deixar numerosas seqüelas nas memórias individuais.
Por todos os lados, o período do pós guerra logo coloca problemas de reorientação da opinião pública, do conjunto das populações.
Esses novos problemas são julgados segundo critérios nascidos na guerra.
Toda uma geração cresceu sob o fogo. Outras dessas mobilizados, que já chegaram adultas ao front, dele trouxeram uma experiências, que depois da guerra, parece decisivo e inesquecível.

CONCLUSÃO
A guerra iniciada em 1914 englobou a maior parte dos países europeus, tornando-se progressivamente um conflito mundial. Este foi seu aspecto particular em relação aos conflitos anteriores.
De forma global, os fatores da guerra estão ligados aos interesses econômicos dos Estados europeus, à corrida colonialista, e ao nacionalismo exarcebado.
No primeiro momento da guerra, a fronteira da França foi cruzada pelos alemães, cujo avanço foi detido em seguida, na Batalha do Marne.
Começou, então, a Guerra das Trincheiras, que se arrastaria quase até o fim da guerra. No total, sacrificaram-se mais de 10 milhões de vidas.
As tentativas alemãs de ruptura foram contidas pelos Aliados, mas em compensação os ataques destes foram detidos pelos alemães. A entrada dos Estados Unidos e a saída da Rússia aceleraram o desfecho da guerra. Ao Aliados foram favorecidos.
No ano de 1918, travou-se a Batalha da França, última e desesperada ofensiva alemã, que se extinguiu na Segunda Batalha do Marne. Rompidas as linhas germânicas pela ofensiva de Foch, vencidos os Aliados da Alemanha, a esta não restava outra alternativa senão solicitar o armístico

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