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Pré - Modernismo - O Triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto

 

Pré - Modernismo - O Triste fim de Policarpo Quaresma - Lima Barreto

Características  

 LIMA BARRETO


Afonso Henrique de Lima Barreto nasceu em 1881 no Rio de Janeiro e aí morreu em 1922. Filho de pais mestiços e pobres, levou pelo resto da vida o fardo do preconceito de cor, que marcaria também sua obra literária.

Na vida familiar, foi sempre acompanhado pela dor: órfão de mãe aos seis anos,


viu a loucura de atacar ao pai doença de que mais tarde ele próprio sofreria. Obrigado a sustentar a família, não pode completar o curso de engenharia, para o qual fora aprovado em 1897; engressou na diretoria do expediente da Secretaria de Guerra amanuense, cargo que ocupou até 1918, quando se aposentou. 


Sua atividade principal, porém, foi sempre a imprensa, na qual colaborou durante a vida toda. Marcado pela bebida, foi internado 2 vezes no hospício nacional e faleceu a 1° de novembro de 1922.

Foi jornalista, escreveu crônicas, contos e romance. 

O lugar de destaque que ocupa em nossa literatura deve ao Realismo com que representou a sociedade carioca do começo do século, sobretudo o povo sofrido dos suburbios.
Marginalizado, afastado das "elites" literárias, Lima Barreto expressou, em sua própria linguagem, essa marginalidade: em vez do excessivo rebuscamento e do cuidado gramatical que dominavam a literatura da época, seu estilo é simples e comunicativo, tendo sido considerado, por seus contemporâneos, um escritor desleixado. 


No entanto, foi valorizado pelos modernistas e hoje é visto como um dos importantes ficcionistas de nossa literatura.
De sua obra, merecem destaque os romances Triste Fim de Policarpo Quaresma (1915), Recordações do Escrivão Isaias Caminha (1909), Numa e a Ninfa (1915), Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá (1919) e os contos, que já foram reunidos no volume Histórias e Sonhos publicado em 1956.

Triste fim de Policarpo Quaresma


Este romance é grande contribuição de Lima Barreto para a literatura brasileira. Nele, o autor representa os anos conturbados 1ª República, com movimento militares, revoltas e perseguições.

A figura central da obra é o Major reformando Policarpo Quaresma, um nacionalista fanático que, vivendo fechado em seu gabinete, cervado de muitos livros, acaba fazendo do Brasil, uma imagem totalmente equivocada. 


Patriota extremado, sonha poder resolver os problemas do país por meio da agricultura, mas, ao trabalhar no campo acaba entendendo que as terras não são tão férteis como diziam os índios, e as salvas, mais destruidoras do que imaginara; propõe a revalorização de nossos costumes, censurando a imitação das modas estrangeiras, mas não encontra receptividade da parte de ninguém. 

Esse nacionalismo o embriagava tanto que, certa vez, pensa na oficialização da língua tupi como língua brasileiras...
Por último, seu patriotismo leva-o ao campo militar, encorporando-se voluntariamente as tropas do marechal Floriano Peixoto por ocasião da revoltada Armada. Mais tem nova desilusão: o Marechal não é o chefe que idealizara e, ao denunciar a crueldade da repressão aos adversários, é detido e jogado numa prisão.


Assim, no final, o Major Quaresma deixa de ser uma espécie de Dom Quixote, sempre a se bater por objetivos inatingíveis, e adquire dimensões de herói trájico que, a custa da própria vida, toma consciência da realidade degradada que vive.

Além da visão crítica, destaca-se em Lima Barreto a simplicidade de sua linguagem, bem diferente do estilo ornamentado que predominava na época. 

 

 

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