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Regência Verbal

Regência é a relação que se estabelece entre duas palavras, uma servindo de complemento a outra. A regência verbal trata da relação entre o verbo e seu complemento.
Há verbos que apresentam mais de uma regência (aparecendo com ou sem preposição) e muitas vezes a diversidade de regência corresponde à diversidade de significado. Entre esses verbos, os mais usados são:

  1. AGRADAR

  1. = acarinhar - transitivo direto:
    A mão agradava o filho.

  2. = ser agradável - transitivo indireto:

O espetáculo agradou a todos.
Observação - o verbo "desagradar" é sempre transitivo indireto:
Isso desagrada aos professores.

  1. AJUDAR - transitivo direto ou transitivo indireto:
    Ajudem nosso vizinho.
    Ajudem a nosso vizinho.

  2. ASPIRAR

  1. = atrair (o ar) para os pulmões - transitivo direto:
    Ele aspirava o perfume do campo.

  2. = desejar ardentemente - transitivo indireto e deve-se usar a ele, a ela em vez de lhe, lhes: Aspiras ao cargo de diretor?
    Aspiras a ele?

  1. ASSISTIR

  1. = morar - intransitivo:
    Eles assistem em Maricá.

  2. = socorrer - transitivo direto ou transitivo indireto e deve-se usar a ele, a ela em vez de lhe,lhes:
    A enfermeira assistia o menino.

  3. = ver - transitivo indireto e deve-se usar a ele, a ela em vez de lhe,lhes:
    Assistimos ao filme.
    Assistimos a ele.

  4. = caber - transitivo indireto: Assiste-lhes tomar uma decisão.

  1. ATENDER

  1. transitivo direto ou transitivo indireto quando o complemento é pessoa e deve-se usar a ele, a ela em vez de lhe, lhes:

Atenda os alunos.
Atenda aos alunos.
Atenda a eles

  1. AVISAR - transitivo direto e indireto (objeto direto para pessoa e objeto indireto para coisa):
    Avise Pedro do dia da prova.

  2. CHAMAR

  1. = dar sinal de chamada - intransitivo:
    O telefone chamou muito tempo.

  2. = mandar vir - transitivo direto:
    Chame José.

  3. = invocar - transitivo indireto:
    Chamem por mim quando saírem.

  4. = atrair, fazer vir - transitivo direto e indireto:
    Os dançarinos chamaram a atenção de todos.
    Chame-o à responsabilidade.

  5. = dar nome - transitivo direto com predicativo ou transitivo indireto com predicativo e deve-se usar a ele, a ela em vez de lhe, lhes:

Chamam-no inocente.
Chamam a Paulo inocente.
Chamam a ele inocente.
Observação - o predicativo pode vir precedido de preposição:
Chamam-no de herói.
Chamam a Paulo de herói.
Chamam a ele de herói.

  1. CHEGAR - intransitivo acompanhado da preposição "de":
    Ela chegou a casa cansada.
    Observação - a preposição "em" só é empregada com o verbo "chegar" em locuções adverbiais de tempo:
    Ela chegará a casa em quinze minutos.
    Ela chegará em algumas horas.

  2. CONCORDAR

  1. = combinar - intransitivo:
    Eles concordam em quase tudo.

  2. = pôr de acordo - transitivo direto:
    Eles concordaram suas opiniões.

  3. = estar de acordo, estar em concordância gramatical - transitivo indireto:
    Você concorda com ela?
    O adjetivo concorda com o substantivo.

  4. = pôr de acordo, estar em concordância gramatical - transitivo direto e indireto: Podemos concordar nossa vontade com a de todos.
    Deve-se concordar o adjetivo com o substantivo.

  1. CUSTAR

  1. = ter o valor de - intransitivo: O brinquedo custou caro.

  2. = ser difícil, ser penoso - intransitivo (a coisa difícil será sujeito) ou transitivo indireto (a coisa difícil será sujeito e a pessoa para quem é difícil será objeto direto):

Custa bastante aceitar essa situação.
Custa-lhe aprender o trabalho.
Observação - quando for transitivo indireto, pode vir com a preposição "a": Custava-lhe a aprender o serviço.

  1. ESQUECER

  1. transitivo direto
    Esqueci as chaves do carro no escritório.

  2. Transitivo indireto - quando é pronominal:
    Não nos esqueceríamos de ti.
    Obs. - antes de infinitivo, pode-se omitir o pronome:
    Esquecemos de comprar o jornal.

  3. construção clássica - transitivo indireto, sendo o sujeito aquilo que se esquece e o objeto indireto a pessoa que esquece: Nunca me esqueceu a tua voz.

  1. GOSTAR

  1. = estimar (pronominal) - intransitivo:
    Gostam-se há muito tempo.

  2. = experimentar - transitivo direto:
    Apenas gostou a bebida, sentiu-se mal.

  3. = ter afeição, achar saboroso, aprovar - transitivo indireto: Ele gosta de você.
    Todos gostam de frutas.
    Gostei dessa idéia.

  1. INFORMAR

  1. = dar notícias - intransitivo: Os jornais informam.

  2. = instruir - transitivo direto: Os livros informam os alunos.

  3. = inteirar-se (pronominal) - transitivo indireto: Informei-me dos fatos.
    Obs. - quando há dois objetos indiretos, emprega-se a preposição de para coisa e a preposição com para pessoa:
    Informaram-se do acidente com o porteiro.

  4. = dar notícia ou informação - transitivo direto e indireto com objeto direto para pessoa e objeto indireto para coisa (preposição de), ou vice-versa (preposição a): Informaremos os alunos do dia da prova.
    Informaremos aos alunos o dia da prova.

  1. LEMBRAR

  1. transitivo direto:
    Ela lembrou os dias felizes de sua vida.

  2. transitivo indireto - quando é pronominal: Lembrem-se de nós!
    Obs. - antes de infinitivo, pode-se omitir o pronome: Sempre lembras de dizer obrigado?

  3. construção clássica - transitivo indireto, sendo o sujeito aquilo que se lembra e o objeto indireto a pessoa que lembra:
    Não me lembra a data de teu aniversário.

  4. transitivo direto e indireto: Lembrei a eles o compromisso.

  1. OBEDECER

  1. intransitivo: Eles são crianças que obedecem.

  2. transitivo indireto: Ele obedece ao pai.

Obs. - embora transitivo indireto, pode ser empregado na voz passiva:
O pai é obedecido por ele.

  1. PAGAR

  1. transitivo indireto: Pague ao vendedor.

  2. transitivo direto e indireto com objeto direto para coisa e objeto indireto para pessoa: Pague o livro ao vendedor.

  1. PENSAR

  1. = formar pensamentos - intransitivo: Penso, logo existo.

  2. = imaginar, aplicar curativos a - transitivo direto: Pensei que ela chegasse hoje.
    O médico pensou o ferido.

  3. = tencionar, lembrar-se - transitivo indireto: Mauro pensa em viajar.
    Você pensa sempre nela?

  1. PERDOAR: transitivo direto e indireto com objeto direto para coisa e objeto indireto para pessoa:
    Perdoaram a dívida ao amigo.
    Obs. - embora seja transitivo indireto para complemento de pessoa, pode ser empregado na voz passiva: Ele será perdoado pelo pai.

  2. PRECISAR

  1. = indicar com precisão - transitivo direto:
    O chefe precisou a hora da reunião.

  2. = necessitar - transitivo indireto: Eles precisam de ajuda.

  1. PREFERIR - transitivo direto e indireto (preferir uma coisa a outra):
    Prefiro peras a bananas.
    Obs. - é incorreto dizer "preferir mais", "preferir mil vezes", etc.

  2. QUERER

  1. = desejar - transitivo direto: Os meninos querem chocolate.

  2. = amar - transitivo indireto: Quero muito a todos vocês.

  1. VISAR

  1. = pôr o sinal de visto em, mirar - transitivo direto:  O gerente visou o recibo.
    Deve-se visar cuidadosamente o alvo.

  2. = objetivar - transitivo indireto: Ela visa ao cargo de diretora.

Obs. - quando transitivo indireto, deve-se usar "a ele(s)", "a ela(s)" em vez de lhe, lhes
Queres este prêmio? É a ele que visas?

Colocação Pronominal
O pronome átono, em português, prende-se rigorosamente ao verbo e, nesse caso, poderá estar em posição:
PROCLÍTICA: pronome antes do verbo
MESOCLÍTICA: pronome no meio do verbo
ENCLÍTICA: pronome depois do verbo

A colocação normal dos pronomes "me / te / se / o(s) / a(s) / lhe(s) / nos / vos" é depois do verbo, ou seja, em posição enclítica.

Os filhos deram-lhe um belo presente.
Algumas pessoas aproximaram-se dos atores.

Há, porém, certas palavras que atraem o pronome para antes do verbo - é a próclise - e certas estruturas determinam que o pronome fique no meio do verbo - é a mesóclise:
Queremos que nos digam a verdade.
Entregar-lhe-ei o presente amanhã.

Assim, caberá ao usuário perceber a presença desses fatores de atração e elaborar o discurso atendendo a normas gramaticais, sem desprezar o bom gosto.

I. PRÓCLISE
Ocorre quando antes do verbo encontramos:

1. PALAVRAS OU EXPRESSÕES DE SENTIDO NEGATIVO
Não me viram!
Jamais lhe ofereceram flores?.

2. ADVÉRBIOS
Sempre me lembro dela.
nos conhecemos.
OBSERVAÇÃO: Caso haja pausa gráfica entre o advérbio e o verbo, emprega-se a ênclise.
Aqui, vive-se muito bem.

3. PRONOMES RELATIVOS
As chaves que te entreguei são do carro.

4. PRONOMES INDEFINIDOS
Alguém as viu?

5. CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
Quando o encontrar, darei teu recado.

6. FRASES INICIADAS PRONOMES INTERROGATIVOS
Quem me chama?

7. FRASES INICIADAS POR PALAVRAS EXCLAMATIVAS
Como vos enganastes!

8. ORAÇÕES OPTATIVAS (as que exprimem desejo) encabeçadas pelo sujeito
Bons ventos o tragam!

II. MESÓCLISE
A mesóclise só será usada quando o verbo estiver:

1. no futuro do presente:
Dar-lhe-emos o presente. 
2. no futuro do pretérito:
Emprestar-te-ia o carro, se pudesse.
OBSERVAÇÃO: Se houver na frase palavra ou expressão que determine a próclise, ela deverá ser empregada:
Não lhe daremos o presente.

O uso dessas palavras nem sempre é fácil, pois vários são os casos em que se confundem.

  1. POR QUE é empregado:

  1. quando é advérbio interrogativo de causa (nas interrogações diretas ou indiretas): Por que eles saíram cedo?
    Não sei por que eles saíram cedo.

  2. quando se trata de preposição por + pronome interrogativo (= por qual razão): Ninguém sabe por que ele se zangou.

  3. quando se trata de preposição por + pronome relativo que (antecedido de substantivo e igual a pelo(a) qual / pelos(as) quais):
    Vi as flores por que te apaixonaste.

  4. quando se trata de preposição por + conjunção integrante: Anseiam por que o filho seja aprovado.

  1. POR QUÊ é empregado: quando é advérbio interrogativo de causa em final de frase:
    Vocês chegaram atrasados por quê?

  2. PORQUE é empregado:

  1. quando é conjunção coordenativa explicativa (= pois):
    Ele não estuda porque é preguiçoso.

  2. quando é conjunção subordinativa adverbial causal (= visto que):
    Elas foram embora porque era tarde.

  3. quando é conjunção subordinativa adverbial final (= a fim de que): Orai porque não entreis em tentação.

  1. PORQUÊ é empregado: quando é substantivo: Gostaria de saber o porquê disso.

A PALAVRA QUE

A palavra QUE pode aparecer como: Palavra expletiva, substantivo, pronome, conjunção, advérbio de intensidade, preposição e interjeição.

Palavra expletiva ou de realce:
Quase que você caiu!

Substantivo (com acento circunflexo):
Esta moça tem um quê de diferente.

Pronome:
Indefinido (quando é igual a quanto(s) / quanta(s)):
Que horas são?
Interrogativo (quando é igual a que coisa):
Que é aquilo?
Relativo (quando é igual a o(a) qual / os(as) quais):
Pegue as flores que comprei.

Observação: o pronome relativo introduz a oração subordinada adjetiva; ele exerce a mesma função sintática do antecedente:

a) SUJEITO
Os meninos que chegaram são meus primos (= eles chegaram).

b) OBJETO DIRETO
A paz, que todos queremos, está em nossos corações (= queremos a paz).

c) OBJETO INDIRETO
Pega o objeto de que precisas (=precisas dele).

d) COMPLEMENTO NOMINAL
Este é o livro de que tenho necessidade (=tenho necessidade dele).

e) PREDICATIVO
Todos sabem o amigo que ele é (= ele é amigo).

f) AGENTE DA PASSIVA
O carro por que foram seguidos continuava lá (= foram seguidos pelo carro).

g) ADJUNTO ADVERBIAL
O restaurante onde jantei é lindo (= jantei no restaurante).

IV.conjunção:

  1. coordenativa aditiva (= E): Ajuda-nos que nós te ajudaremos.

  2. coordenativa adversativa (= mas): Faça indelicadeza a outro, que não a mim.

  3. coordenativa explicativa (= pois): Esperem que ela não demora.

  4. subordinativa integrante (introduzindo oração subordinada substantiva): Quero que venham a minha casa amanhã.

  5. subordinada concessiva (= embora): Estudioso que fosse, não teve boas notas.

  6. subordinada comparativa ( parte das expressões MAIS...QUE, MENOS... QUE ou TÃO / TANTO...QUE): José é mais alto que você?

  7. subordinada causal (= porque): Ele foi dormir, que estava cansado.

  8. subordinada consecutiva (quase sempre relacionada com as palavras TAL, TÃO, TANTO ou TAMANHO): Cantaram tanto que ficaram roucos.

V. advérbio de intensidade (= quão): Que belo é este jardim!

VI. preposição (geralmente está entre dois verbos e equivale a A, DE ou PARA): Ele tem que estudar.

VII. interjeição( com acento circunflexo e acompanhada ,em geral, de ponto exclamativo): Quê! Não posso acreditar nisso!

Uso da palavra Se
A palavra se pode aparecer como


I. PARTÍCULA EXPLETIVA ou de REALCE
Tem o objetivo de enfatizar: A cobra sumiu-se por entre as pedras.

II. SUBSTANTIVO
Este se é um pronome.

III. PRONOME PESSOAL
1. parte integrante do verbo - acompanha verbos essencialmente pronominais (alegrar-se, zangar-se, arrepender-se, queixar-se , suicidar-se, indignar-se, etc.): Todos queixavam-se do frio.

Observação - o pronome Se exerce a função de objeto direto, quando completa o sentido de um verbo transitivo direto ou a função de objeto indireto, quando completar o sentido de um verbo transitivo indireto:
Ele barbeou-se (objeto direto). Ela deu-se um belo colar (objeto indireto).

2. símbolo de indeterminação do sujeito (= alguém) - acompanha verbo intransitivo, transitivo indireto ou de ligação: Viaja-se muito nesta época do ano.
Precisa-se de vendedor.
Fica-se atarefado em teu escritório.

3. partícula apassivadora - com verbo transitivo direto; o sujeito é expresso e deve haver concordância:
Faz-se chave.
Fazem-se chaves.

4. sujeito do infinitivo - com verbos causativos (mandar, deixar, fazer, permitir) ou sensitivos (ver, ouvir, sentir); nesse caso, o pronome inicia a oração subordinada substantiva objetiva direta, reduzida de infinitivo.
O funcionário viu-se assumir o cargo do chefe (sujeito do verbo assumir)..

IV. CONJUNÇÃO

  1. coordenativa alternativa (= quer...quer): Se trabalha, se estuda está sempre feliz.

  2. subordinativa integrante (introduzindo oração subordinada substantiva): Você sabe se eles foram à praia?

  3. subordinativa adverbial condicional (= caso): Se ele chegar cedo, iremos ao cinema.

  4. subordinativa adverbial concessiva: Se não estuda, também não incomoda os colegas.


Uso de A/À/HÁ /


I. A palavra A pode ser:

  1. artigo definido (antecedendo substantivo ou adjetivo):
    A menina está estudando.

  2. pronome pessoal oblíquo átono (= ela): Encontrei-a na praia.

  3. pronome demonstrativo (= aquela): Todas as blusas são bonitas, mas prefiro a verde. preposição (seu emprego tem relação com o futuro): Daqui a dois anos eles voltarão da França.

II. A palavra À
É contração da preposição A com o artigo definido A (a + a = à):
Foram à escola.

III. A palavra pode ser:

  1. verbo haver significando existir: livros sobre a mesa.

  2. verbo haver como auxiliar em tempo composto: Ele havia feito seu trabalho.

  3. verbo haver significando tempo decorrido (= fazer): quatro anos não a vejo.

Observação: São consideradas erradas as expressões em que ocorrem pleonasmo do tipo:
Há muitos anos atrás .
Há tempos passados .

Uso de MAL / MAU
Como na linguagem oral não há praticamente distinção entre um e outro, a dificuldade está na escrita. Contudo, a diferenciação é bastante simples, consideradas as seguintes informações.

I. a palavra MAL pode ser:
1. advérbio, antônimo de BEM, sinônimo de DIFICILMENTE. Sendo advérbio, relaciona-se obrigatoriamente com um verbo ou com um adjetivo:
Ele passou mal.
Isso é apenas um mal-entendido.
2. palavra substantivada, quando precedida de artigo ou pronome:
O mal não deve prevalecer.
3. conjunção temporal, quando significa quando:
Mal a festa começou, ele saiu.

II. a palavra MAU é adjetivo, antônimo de BOM . Sendo adjetivo, relaciona-se com o substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade:
Ele teve um mau resultado na prova?
Uso de Senão e Se Não


1. Uso de SE NÃO
Para facilitar nossa aprendizagem, damos a expressão a ser usada com seus respectivos valores. Desta forma, aprender esses sentidos é, de certa maneira, eliminar a dúvida.

  1. Uso de Senão

1. conjunção:
a) pode equivaler a do contrário, caso contrário:
Depressa, menina, senão você perde o ônibus.
b) pode equivaler a mas sim:
Tomei tal atitude, não com o intuito de menosprezá-lo, senão de ajudá-lo.
c) pode equivaler a a não ser:
Ela não faz outra coisa, senão lamentar o serviço.

Observação: quando a primeira de duas orações contiver a negativa não só ou não somente, a segunda oração certamente será ligada pela adversativa senão ou locuções:
Ele despreza não só irritava uma beata, senão a todos os padres e freiras da paróquia.

2. substantivo, sinônimo de defeito:
Na sua prova havia um pequeno senão.

II. Uso de Se Não
Trata-se de conjunção condicional + advérbio de negação
SE NÃO - equivale a caso não
Se não encontrarmos o que procuramos, seremos obrigados a levar o que não queremos.
SE NÃO - recebe a forma for (assim) ...
Este país tem músicos iguais, se não melhores.
Temos apenas cinco letras vocálicas. Se não, vejamos: A, E, I, O, U.

Uso de A Fim e Afim

AFIM - equivale a igual, semelhante, é adjetivo, refere-se ao substantivo e indica afinidade
(pode ser empregado no plural):
Existem muitas disciplinas afins.

A FIM + preposição de pode aparecer de duas diferentes maneiras:
1. como locução prepositiva e, portanto, invariável:
Pareciam a fim de descansar.
2. como locução conjuntiva e, portanto, também invariável:
Esforça-se a fim de ter um bom cargo.

USO DE MAIS E MAS
A palavra Mais pode ser:

1. advérbio de intensidade - quando está ligado a verbo, a adjetivo ou outro advérbio:
Ele só chegará mais tarde.
Maria é mais alta do que Marta.
Ela anda mais depressa do que nós.

2. pronome indefinido - quando está ligado a substantivo:
Mais crianças chegarão à tarde.

3. substantivo - quando antecedido de artigo ou pronome:
O mais pode ser advérbio ou pronome.
Este mais deve ser classificado.

A palavra Mas pode ser:

1.conjunção coordenativa adversativa - quando é igual a porém, indicando uma idéia
oposta à anterior:
Ele trabalhou muito, mas não está cansado.

2. conjunção coordenativa aditiva - quando é igual a "e", nas expressões "não só ... mas também", "não só... mas ainda ":
Ele não só canta, mas também dança.
Ela não só trabalha, mas ainda estuda.

3. substantivo - quando antecedido por artigo ou pronome:

Havia um mas naquela história.
Aquele mas é uma conjunção adversativa.

 

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